quarta-feira, 18 de junho de 2014

Projeto #1: Memória descritiva ↓


 Nesta primeira proposta de design e comunicação visual, cada aluno teria de escolher uma música a seu gosto e adaptá-la a um formato visual, recorrendo aos elementos básicos de comunicação visual. Após ouvir algumas das minhas músicas favoritas, a minha escolha recaiu numa calma, harmoniosa, mas com muito significado: The XX – Sunset. Esta pode parecer, inicialmente, uma música sem grande alcance para composição visual, mas se atentarmos à letra, verificamos que muitos sentimentos podem ser despertados através de cada palavra:
“I saw you again
It felt like we had never met
It’s like the sunset in your eyes
I never wanted to rise

(…)
When I look into your eyes
I see no surprise

I always thought it was sad
The way we act like strangers (…)”
  Decidi focar-me especialmente naquelas duas frases a negrito, de modo a que pudesse transmiti-las na composição visual. Assim, tirei uma fotografia a um olhar que me transmitisse calma e paz. Inicialmente, a ideia era colocar os dois olhos na fotografia, porém, mais tarde, apercebi-me que a imagem ganhava profundidade e mistério com apenas um olho a descoberto.
Processo criativo
  Tentei, através do Adobe Photoshop e do Adobe Illustrator, aumentar a luminosidade e os tons amarelos e brancos na zona do olho para que se pudesse transmitir algo como a luz do sol, os raios de sol, o “sunset”. A cor azul do lado esquerdo da imagem é como que um contraste com toda a luminosidade e brilho: é a deceção, a parte escura da canção, o desgosto.

  Sempre quis que a imagem tivesse cores fortes e vivas e que se misturassem várias formas como o círculo e as linhas em várias direcções: 
No Photoshop, trabalhei nos “níveis”, nas “curvas”, na “exposição”, no “brilho/contraste” e na “matiz/saturação”. Ajustei muito estes aspetos que envolvem a cor pois esta é realmente o ponto fulcral da imagem. Depois, fiz uma “máscara” e, ajustando nas “variações”, modifiquei a cor de apenas uma parte da imagem. 
No Illustrator, o processo foi mais “técnico”, onde apenas mexi no tamanho da imagem e onde realizei a mudança para o contorno circular através da “prancheta”. Fiz também neste programa as letras do nome do single, que culminou numa das duas versões que apresentei da capa. 
  Tentei, no fundo, apostar numa composição simples, clara e percetível, que, de certa forma, transparece exatamente a canção: simples, clara e sem grandes subjectividades. Penso que a imagem ficou apelativa e que intriga as pessoas que a olham, transmitindo liberdade e muita vivacidade. Na minha opinião, a presença humana na imagem aprofunda a relação entre o ouvinte e a música, faz-nos ver que é algo humano, que é algo que pode acontecer connosco.

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